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[ 23 de abril de 2020 Por Fabricio Assini 0 Comentários ]

Metformina e risco de diálise.

Se existe um medicamento que entrou na moda nos últimos anos, este chama-se metformina. As razões para isso são várias e passam desde a sensibilização para as ações da insulina até a perda de peso.

Tudo isso, associado a um perfil de efeitos adversos relativamente ameno, fazem dela o fármaco de primeira escolha para o tratamento do diabetes do tipo II.

E digo mais, não se assuste se no futuro você observar a metformina sendo utilizada para fins bem diferentes daquilo pelo qual ela foi colocada no mercado. Isso porque dentre seus mecanismos propostos está a ativação via regulada pela enzima AMPK. Via enzimática bastante importante no metabolismo energético e associada a uma série de efeitos benéficos dos exercícios físicos.

Mas nem tudo são flores. Sabe-se que a metformina deve ter suas doses ajustadas em pacientes com insuficiência renal moderada e que é contraindicada para pessoas com insuficiência renal severa.

O trabalho publicado por Carlson e colaboradores (Diabetes Obes Metab. 2016 Aug 18), avaliou 168.443 pacientes diabéticos do Tipo II, acima de 50 anos de idade, que iniciaram seus tratamentos com metformina ou alguma sulfoniluréia (glibenclamida por exemplo) entre os anos de 2000-2012.

A respeito destes pacientes buscou-se aqueles que fizeram dialise no período de um ano após o início do tratamento. Depois de realizada a análise estatística, os autores concluíram que para cada 1988 pacientes tratados com metformina, no período de um ano, 1 havia feito diálise. Além disso demonstraram que o risco de diálise foi 50% maior naqueles que utilizaram metformina quando comparados com aqueles que utilizaram qualquer sulfoniluréia.

Alguém poderia dizer que 1/1988 paciente é um número que pode ser considerado baixo. Sem dúvidas não é um valor que peça a proibição do uso dela. Mas acende um alerta especialmente naquele paciente acima de 50 anos com outros fatores de risco para a insuficiência renal: obesidade, hipertensão e tabagismo entre eles.

Cabe ao farmacêutico, por exemplo, alertá-lo para a necessidade de realização de exames que monitorem o funcionamento dos rins com maior frequência.

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[ 23 de abril de 2020 Por Fabricio Assini 0 Comentários ]

Antibiótico x bactéria resistente

Antibiótico contra bactéria resistente produzido a partir da microbiota humana

A resistência bacteriana é um problema mundial e a descoberta de novos antibióticos acaba sendo dificultada pela grande capacidade das bactérias em desenvolver mecanismos de resistência.

Por outro lado, a microbiota humana (bactérias que vivem de maneira harmônica em nosso corpo) é de grande importância para o funcionamento de diferentes órgãos.

O trabalho publicado por Chu e colaboradores na revista Nature Chemical Biology em outubro de 2016, utilizou a bioinformática prever a estrutura molecular de um peptídeo produzido pelas bactérias da microbiota do trato gastrointestinal.

Feito isso, realizou a síntese química do peptídeo “desenhado” no computador e chamado pelos pesquisadores de humimycina (em referencia a: micina do mibrobioma humano).

Quando testado contra bactérias resistentes o peptídeo potencializou de maneira bastante intensa a atividade de antibióticos que já não eram mais ativos, especialmente aqueles contra a bactéria Staphilus aureus resistente a meticilina.

Dentro os motivos para alegria temos a maneira como este antibiótico foi produzido, a possibilidade de conhecimento de peptídeos bacterianos com atividade bactericida contra outras bactérias dá a possibilidade de lutarmos com novas armas contra bactérias patogênicas. Além disso, a síntese química sem a necessidade de cultura bacteriana aumenta o poder de produção em escala com um menor custo.

Por outro lado, há motivos para cautela. Uma vez que a Humimycina potencializou os efeitos de antibacterianos já existentes, quando chegar ao mercado seu uso deveria ficar restrito aqueles casos de emergência e real necessidade de combate a bactérias resistências. Uma vez que seu uso possivelmente provocará a morte de bactérias da microbiota normal causando, por exemplo, a disbiose.

Doctor of internal medicine and cardiologist holding in his hands and shows to patient figure of red card heart during medical consultation. Explanation of causes of heart, diagnosis and treatment
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[ 23 de abril de 2020 Por Fabricio Assini 0 Comentários ]

Medicamentos para hipertensão e risco de depressão.

Tanto a hipertensão quando a depressão são patologias que acometem um grande número de pessoas em todo o mundo. A possibilidade do infarto agudo do miocárdio causar depressão existe e o contrário, a hipótese da depressão agravar as doenças do sistema cardiovascular também já é suportada por um grande número de trabalhos.

Nesta linha, o trabalho publicado por Boal e Colaboradores (Hypertension. 2016;68:00-00), analisou os registros eletrônicos de 114.066 pacientes entre 40-80 anos por 5 anos e que utilizaram antihipertensivos por pelo menos 3 meses. O critério para associação com a depressão foi a internação hospitalar devido a distúrbios do humor.

Os pacientes que utilizavam os inibidores da ECA (captopril, enalapril) e os antagonistas AT1 (losartana, valsartana) tiveram um risco menor de admissões hospitalares por distúrbios de humor do que aqueles que eram usuários de beta-bloqueadores (propranolol, atenolol) e bloqueadores de canal de cálcio (nifedipino, amlodipino).

Vale comentar que este trabalho utilizou a internação hospitalar como critério para diagnóstico de depressão, sendo assim, uma vez que a depressão é sub-diagnosticada em muitos casos, possivelmente o risco possa ser maior do que aquele descrito pelos autores.

Assim, é importante que o farmacêutico esteja atento para estes sinais quando realizar o acompanhamento farmacoterapêutico e, sempre que necessário, registre no documento que irá entregar ao paciente que os antihipertensivos mais indicados para o paciente com depressão, caso a co-morbidade exista, são os inibidores da ECA e antagonistas AT1.

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[ 23 de abril de 2020 Por Fabricio Assini 0 Comentários ]

Omeprazol para o resto da vida. E agora?

para “proteger” seu estômago dos possíveis efeitos irritantes dos fármacos.

Bom, uma vez que apenas o médico pode retirar o fármaco prescrito, este texto vem no sentido de alertar os possíveis efeitos adversos que os farmacêuticos precisas estar atentos ao orientar estes pacientes.

O primeiro e mais famoso é a diminuição da absorção de vitamina B12, causada pela menor liberação do fator intrínseco a partir da célula parietal. Dentre os sinais da falta desta vitamina devemos ficar atentos ao cansaço associado a anemia e a sensação de queimação nas pernas devido a deficiência de mielinização de neurônios.

Sobre a tão propagada demência induzida pelo omeprazol, ainda prefiro manter a calma, mesmo sabendo que a falta de vitamina B12 está relacionada a prejuízos cognitivos e que existem trabalhos clínicos sugerindo a associação entre o uso de inibidores da bomba de prótons (IBP) e demência, especialmente em idosos.

Ainda com relação a idosos, especialmente as mulheres, é importante ter atenção com relação a osteoporose. Efeito adverso já relatado há décadas e que pode agravar a perda óssea relacionada a menopausa. Caso a paciente opte por suplementar cálcio, o melhor é o cálcio na forma de citrato, o qual é melhor absorvido e causa menos irritação gástrica. 

Claro que devemos orientar que apenas cálcio não é suficiente, lembrem-nos das vitaminas D, K2 e da importância da atividade física.

Pensando neste estômago com pH próximo de 3,5-4,0 “para o resto da vida”, gostaria de salientar a dificuldade de digestão de proteínas que ocorrerá. Digo isso porque o pepsinogênio é convertido em pepsina pelo ácido clorídrico (HCl) e assim, com menos HCl, menos pepsina e menos digestão de proteínas. E dai?!

Daí que as proteínas mal digeridas alimentarão as bactérias patogênicas do intestino e causarão disbiose. A partir daí virão as desordens de intestino, inflamação intestinal e sistêmica. O que fazer para proteger? Probióticos! E toda uma série de outras alternativas para a modulação intestinal.

Bom, minha política é escrever textos curtos. Demonstre seu interesse nos comentários que continuo evoluindo sobre o tema.

Um abraço!

Colorful oral contraceptive pill strips on pine wood table.
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[ 23 de abril de 2020 Por Fabricio Assini 0 Comentários ]

Deficiência de vitaminas induzida por anticoncepcionais

Os anticoncepcionais possuem um papel de destaque na farmacologia uma vez que permitem a separação entre sexualidade e fertilidade. Porém, é preciso deixar claro que estas pílulas alteram uma série de outras funções do corpo feminino que vão além do ciclo menstrual.

Na revisão intitulada: Oral contraceptives and changes in nutritional requirements, publicada no ano de 2013 no European Review for Medical and Pharmacological Sciences, Palmery e colaboradores revisam a literatura em busca de evidências científicas para as as deficiências nutricionais induzidas pelos anticoncepcionais.

No trabalho são mostradas evidências para a falta de ácido fólico, vitaminas B2, B6, B12, C, E, zinco, selênio e magnésio provocadas pelo uso de diferentes contraceptivos hormonais.

Desta maneira, caso seja realmente necessário o uso destes medicamentos, seria interessante que as pacientes fossem orientadas para a ingestão de alimentos com estes nutrientes ou, quando necessário, buscassem a suplementos com os mesmos.

Por isso a necessidade dos profissionais da saúde estarem atentos para este tipo de interação, a qual muitas vezes não é conhecida de população leiga. Se você tiver interesse, busque informações sobre o curso que tenho sobre este tema (veja abaixo).

Um abraço,

Prof. Dr. Fabricio Assini

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[ 23 de abril de 2020 Por Fabricio Assini 0 Comentários ]

Solidão como fator de risco para doenças.

A primeira vez que li sobre a relação entre a solidão e uma patologia foi há muito tempo atrás em um artigo que cujo título era: Solidão e risco para Doença de Alzheimer (Arch Gen Psychiatry. 2007). Hoje, uma busca no Pubmed resulta em mais de 3.000 trabalhos publicados sobre o tema (Loneliness and health).

Se me faço a pergunta: Como, bioquimicamente falando, algo tão subjetivo quanto a solidão pode ser um agravador de doenças? A resposta invariavelmente passa pela palavra: INFLAMAÇÃO. Não aquela inflamação clínica, visível, com edema e febre. Mas sim a inflamação sub-clínica, que embora não seja claramente perceptível, silenciosamente causa e agrava desde doenças do sistema cardiovascular até aquelas relacionadas ao sistema nervoso central.

No tecido neoplásico, por exemplo, mediadores inflamatórios estimulam a síntese de novos vasos sanguíneos (Clin Cancer Res. 2000; 6(8):3282–3289.) e a metástase (PLoS One. 2015; 10(7):e0132710). Hughes e colaboradores (Psychoneuroendocrinology. 2014; 42:38–44.) avaliaram pacientes submetidas a cirurgia de retirada da mama devido a uma neoplasia. Os autores concluíram que aquelas mulheres que não percebiam os cuidados da família, eram aquelas que tinham maiores níveis de IL-6 (mediador inflamatório), dores e sintomas depressivos, seis meses após a cirurgia.

Por outro lado, em trabalho publicado em 2017 por um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia [Breast Cancer Res Treat. 2017 August ; 165(1): 169–180.], num grupo de 50 mulheres que haviam realizado a mastectomia devido a neoplasia de mama não-maligna de grau I-III, aquelas que sentiam-se melhor amparadas pelos amigos e familiares apresentaram uma menor expressão do RNAm para a produção de citocinas inflamatórias.

Por fim, estes trabalhos confirmam a necessidade de encarar a solidão como mais um fator de risco a ser considerado durante a anamnese de um paciente e estimular tanto o paciente quanto seus familiares a manterem fortes os vínculos pessoais.

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[ 23 de abril de 2020 Por Fabricio Assini 0 Comentários ]

Microbiota intestinal, insulina e depressão: A relação

Quando se compara a fisiopatologia do diabetes e da depressão pode-se observar que existem uma série de pontos em comum, por exemplo: o processo inflamatório sistêmico, a hiperatividade do eixo-HPA e a participação da microbiota intestinal (em casos de disbiose) estão presentes na etiologia tanto da depressão quanto do diabetes.

Por outro lado, o uso de probióticos e prebióticos também já foi descrito como uma alternativa interessante para o tratamento das duas patologias (para uma revisão detalhada sobre o assunto ver: Lancet Diabetes Endocrinol. 2015 Jun;3(6):461-471.).

Em junho de 2018, um grupo de pesquisadores da Harvard Medical School, publicou um trabalho fazendo a ligação dos 3 pontos, ou seja, da microbiota intestinal com a resitência a insulina e a depressão (Mol Psychiatry. 2018 Jun 18).

No trabalho, Soto e colaboradores mostraram que camundongos submetidos a uma dieta obesogênica exibiam comportamento tipo depressivo, resistência a insulina em duas áreas do cérebro (núcleo accumbens e amigdala) e menores níveis de BDNF nestas regiões.

Para fazer a correlação entre a microbiota intestinal, a depressão e a resistência a insulina no sistema nervoso central, os autores realizaram dois blocos de experimentos:

No primeiro reverteram as alterações comportamentais e a resistência a insulina no sistema nervoso central através da diminuição significativa a quantidade de bactérias no intestino dos camundongos (usaram antibióticos para isso).

No segundo, as fezes dos animais obesos eram transplantadas para animais germ-free (camundongos que não apresentam contaminação bacteriana prévia). Depois desta intervenção, os camundongos recém contaminados com as bactérias dos animais obesos passavas a apresentar alterações comportamentais e bioquímicas semelhantes aquelas descritas anteriormente.

Desta maneira, este trabalho além de mostrar de maneira elegante a relação entre os três fatores, reforça o fato da necessidade de tratar o intestino (dieta adequada, probióticos, prebióticos) não só nos pacientes com diabetes (o que já é bem aceito), mas também nos pacientes com depressão.

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[ 10 de março de 2016 Por Fabricio Assini 0 Comentários ]

Exercício é remédio!

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Há um bom tempo a prática de atividade física voltou à minha vida. Digo isso porque sempre fui uma criança/adolescente ativo, porém o inicio da vida adulta me afastou completamente dos esportes. Depois de alguns anos de sedentarismo e estresse comecei a perceber em meu corpo todos os efeitos do excesso de peso: dores no joelho, refluxo, azia.

No início de 2014, época em que todos prometem tudo, decidi que mudaria minha alimentação e que retomaria as atividades físicas de maneira sistemática. Para encurtar a história e ir direto ao ponto, digo que desde então perdi os quilos que me sobravam e tenho me mantido ativo por anos. Dia desses pensei:

Como a prática de atividade física regular irá fazer com que eu tome menos medicamentos daqui para o resto da minha vida?

Algumas respostas você encontra na lista abaixo:

  • Depois de exercícios aeróbicos prolongados, liberamos endorfinas em regiões do cérebro relacionadas ao controle das emoções, proporcionando sensação de bem estar. Há trabalhos relatando que o exercício fortalece a memória, concentração e alivia a depressão;
  • Outros trabalhos mostram que o exercício reduz o risco de câncer de mama e cólon. Os mecanismos sugeridos para estes efeitos são o aumento da velocidade de trânsito de substâncias carcinogênicas pelo trato gastrointestinal, redução das quantidades de tecido adiposo, melhora do sistema imune e sensibilidade da insulina por seu receptor;
  • Exercício promove a distribuição do peso e reduz o acúmulo de gordura abdominal.  Tudo isto diminui o risco de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer;
  • Melhora a homeostasia da glicose e a sensibilidade a insulina reduzindo o risco para o desenvolvimento do diabetes do tipo II;
  • Além de todos os benefícios sobre o controle da pressão arterial e sistema cardiovascular em geral.

Quando olho para a lista acima percebo que o exercício pode me manter longe de fármacos como antidepressivos, medicamentos para emagrecer e anti-hipertensivos. Desta maneira, enquanto for possível, continuarei preferindo a atividade física, porque não tenho dúvida que esta possui muito menos efeitos adversos.

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[ 8 de outubro de 2015 Por Fabricio Assini 0 Comentários ]

5 exemplos de Prescrições Potencialmente Inapropriadas.

Antes de mais nada é necessário definirmos Prescrições Potencialmente Inapropriadas (PPI). São elas: prescrições de medicamentos que tragam consigo o risco de efeito adverso significativo, embora existam outros medicamentos igualmente ou até mesmo, mais efetivos.

Na literatura há inúmeros trabalhos que identificam PPI em grupos de pacientes. Porém, o grupo de pacientes mais afetados é aquele composto pelos idosos polimedicados.  Estas pessoas sofrem com as alterações fisiológicas relacionadas ao envelhecimento, com interações medicamento-medicamento ou ainda medicamento-doença. (Já viu nossa aula sobre esse assunto?! GRATUITA!)

Apenas para termos ideia do tamanho do problema, Krahenbuhl-Melcher e colaboradores (2007) mostraram que aproximadamente 61% dos idosos hospitalizados sofrem com reações adversas a medicamentos. E mais, Hakkarainen et al., (2012), sugerem que pelo menos metade destas reações podem ser previnidas.

Este é ponto onde devemos chegar, exercer nossos serviços clínicos para previnir reações adversas, gerar o bem para a população e redução de custos para pagadores. Assim, podemos lutar por novos e melhores salários!

Para aqueles que quiserem iniciar nesta empreitada, estou preparando um CURSO para aprofundar estes temas. Para isso, sugiro que você assista a aula inicial GRATUITA.

Abaixo 5 prescrições potencialmente perigosas para que você esteja alerta, discutiremos  outras 50 no Curso de Farmacoterapia em Idosos!

  1. Benzodiazepínicos em idosos propensos a quedas;

  2. FAINES em pacientes com hipertensão moderada/severa;

  3. Uso prolongado (mais de uma semana) de anti-histamínicos de primeira geração;

  4. Uso de corticóides por mais de 3 meses como monoterapia da artrite reumatóide;

  5. Vasodilatadores em pacientes com histórico de hipotensão postural.

Lista adaptada de: Potentially inappropriate prescribing and adverse drug reactions in the elderly: a population-based study. Eur J Clin Pharmacol DOI 10.1007/s00228-015-1950-8

 Cordialmente,

Prof. Fabrício Assini

REFERÊNCIAS:
Krahenbuhl-Melcher A, Schlienger R, Lampert M, Haschke M, Drewe J, Krahenbuhl S (2007) Drug-related problems in hospitals: a review of the recent literature. Drug Saf 30:379–407
Hakkarainen KM, Hedna K, Petzold M, Hagg S (2012) Percentage of patients with preventable adverse drug reactions and preventabil- ity of adverse drug reactions—a meta-analysis. PLoS One 7:e33236

[ 17 de setembro de 2015 Por Fabricio Assini 0 Comentários ]

Minimizando um Efeito Adverso da Niacina.

35963141_sEsta semana um colega veio conversar comigo assustado com uma vermelhidão próxima ao pescoço e perguntava se era causada pelo pré-treino que havia tomado.

Quando li a composição do pré-treino percebi a presença da niacina e lembrei das minhas aulas de farmacologia das dislipidemias.

Digo isso porque  sempre oriento para o flushing induzido pela dose medicamentosa da niacina.

O flushing é uma vermelhidão normalmente exacerbada no peito e face cujo  mecanismo está relacionado com a ativação das enzimas ciclooxigenases 1 e 2 (COX 1 e COX 2).

As enzimas COX 1 e 2 são inibidas pelos Fármacos Antiinflamatórios Não Esteróides (FAINES) não seletivos, como o Ácido Acetilsalicílico (AAS), diclofenaco  e afins.

Por isso, a recomendação que qualquer farmacêutico pode fornecer a um paciente que esteja apresentando flushing induzido pela niacina é: ácido acetilsalicílico! Normalmente 100 mg de AAS minimizam a vermelhidão em alguns minutos.

E o meu colega? Bom, depois que exclui a presença de outros sintomas relacionados a reações alérgicas recomendei que tomasse um  AAS 100mg e, caso os sintomas não sumissem em algumas horas ou houvesse piora e surgimento de novos sintomas, que procurasse ajuda médica.

O que aconteceu? Em 30 minutos a vermelhidão havia sumido e o mesmo veio me agradecer. Eu não perdi a oportunidade de dizer que este é o trabalho do farmacêutico e que poderia contar conosco sempre que precisasse.

Dentro de mim pensei com o dia que eu recebesse por esta consulta. Eu trabalho e estudo para isso!

Um abraço,

Fabricio Assini, farmacêutico que acredita que nosso conhecimento é super relevante para a população.

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